Teste - Governo do Povo de Palmeira dos Índios
SIC/Ouvidoria:
O Órgão

A Lenda

Conhecida como a "Princesa do Sertão", Palmeira dos Índios tem também sua origem ligada à lenda do casal de índios Tilixi e Tixiliá.

Conta-se que há muitos anos atrás havia um índio chamado Tilixi. Este índio era apaixonado por uma índia chamada Tixiliá. No entanto, esse amor era proibido, uma vez que a índia estava prometida ao cacique Etafé.

Durante uma festa tribal, Tilixi se aproximou de Tixiliá e lhe deu um beijo. Como castigo, Tilixi foi condenado à morte por inanição. Tixiliá, que estava proibida de ver seu amado, foi ao seu encontro. Esta, ao ser flagrada por Etafé, foi atingida por uma flecha que a matou. Caindo ferida, Tixiliá morreu junto a Tilixi.

Diz também a lenda que no lugar onde morreram nasceu, após um certo tempo, uma formosa palmeira. Assim é contada uma lenda que deu origem a cidade

Casa Museu Graciliano Ramos

A residência do escritor alagoano na cidade (1914-30), abriga um museu em sua memória.
Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX, mais conhecido por seu livro Vidas Secas.
Nascimento: 27 de outubro de 1892, Quebrangulo, Alagoas
Falecimento: 20 de março de 1953, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Filhos: Ricardo Ramos, Márcio Ramos, Clara Ramos, Roberto Ramos, Maria Ramos, Múcio Ramos, Júnio Ramos, Luísa Ramos
Cônjuge: Heloísa Leite de Medeiros (de 1928 a 1953), Maria Augusta de Barros (de 1915 a 1920)
Filmes: Vidas Secas, São Bernardo, Memórias do Cárcere

História

As terras do Município constituíam, em meados do século 18, um aldeamento dos índios xucurus, localizado entre o brejo Cafurna e os palmerais da serra da Boa Vista.
 
Daí, acredita-se a origem do nome Palmeira dos Índios.

Conta a tradição que, por volta de 1770, Frei Domingos de São José chegou à povoação. Três anos depois, convertidos os gentios, o franciscano obteve de Dona Maria Pereira Gonçalves, proprietária da sesmaria, doação de "meia légua" de terras para a edificação de uma capela, dedicada ao Senhor Bom Jesus da Boa Morte.

Em 1798, foi criada a freguesia de Palmeira dos Índios e, em 1835, o povoado foi elevado à categoria de vila, desvinculando-se de Anadia.

Em 1821, os índios pediram ao então Presidente da Província das Alagoas doação de terras onde pudessem trabalhar. No ano seguinte, a Junta Governativa, atendendo ao apelo, determinou a demarcação da área compreendida entre o riacho Cabeça de Negro, atualmente Pau da Negra e as cabeceiras do Panelas.

Em 1846, voltou à condição de distrito, em conseqüência das disputas políticas entre as famílias locais. Sete anos depois, Palmeira retorna à categoria de vila, recuperando seu desenvolvimento e sendo elevada à categoria de cidade no dia 20 de agosto de 1889.

Com inauguração, em 1933, da estrada de ferro, como ponto terminal do ramal que partia de Lourenço de Albuquerque, o município entrou em fase de significativo crescimento econômico.

Atualmente, Palmeira dos Índios é a terceira maior cidade do estado e conta com aproximadamente 70.434 habitantes (IBGE/2010).

A cerca de 134 km da capital alagoana, o município entrou para a história por contar em sua galeria de ex-prefeitos um dos mais importantes escritores brasileiros, o alagoano Graciliano Ramos.